Coleção de Roberto Giolo, do Mato Grosso do Sul.
"Vai uma foto do São Paulo de 1981; este era uma mistura de botões, com um Brianezi (n°9, o Serginho Chulapa!), duas capinhas de relógio pintadas de vermelho, três botões de camisa (1 cinza e 2 marrons) e os demais de galalite, pois o time ficava bem mais competitivo assim. Detalhes: as bolinhas e a palheta são da Brianezi; atualmente, só tenho as bolinhas comigo; a capinha vermelha ao lado do Serginho Chulapa foi chamada de Neca e depois de Renato (Pé murcho), foi o botão artilheiro deste time, com mais de 800 gols."
"Em 1982, cansei de ficar trocando os nomes dos botões e resovi fazer um time em que cada botão tivesse seu próprio nome e não mudasse mais. Assim, "batizei" cada um dos botões e fundei a Associação Atlética Almeidense (AAA), ou simplesmente Almeidense, que completará 30 anos em 24/02/2012.
O time é uma mistura de botões, tem capinha (nº 3 e 16), botão de camisa (nº 19), mas a maioria é de galalite ou acrílico. Venho jogando com este time, desde então, e tenho catalogados 1.764 jogos, em várias regras, campos e com todo tipo de bolinha. Detalhe é que não jogo sozinho, os jogos são contra outros botonistas, na sua grande maioria, amadores como eu. O nº 9, o Edu (um galalite do tipo "bolinha" do início da década de 80), é o xodó da equipe, com 1.634 gols, média de 0,95 gol/jogo.
Vai uma imagem que foi xerocada em 1992, sendo que os botões de nº 2 a 11 são do time original de 1982."
Em 2011, junto com o pessoal do trabalho, montamos uma associação de botão, a SOBOTOMS. Veja a reportagem que saiu no Globo Esporte MS. http://sobotoms.blogspot.com/2011/08/reportagem-sobotoms-globo-esporte-ms.html
Seja bem-vindo ao blog "BOTÕES PARA SEMPRE", um espaço voltado para os praticantes do Futebol de Mesa que, assim como eu, coleciona antigas marcas de botões como Brianezi, CRAK´S, Crakes (Jucrake), Ki-Gol, Estrela, Curinga, Champion, Bolagol, Gulliver, Sportec, Canindé, Bola no Gool, Sonaplast, Jofer, Onze de Ouro, Ídolos do Futebol, SportBol etc. Compro ou aceito doações de botões ao acervo. Não faço avaliações de itens e nem publico anúncios de vendas.
domingo, 8 de janeiro de 2012
sábado, 7 de janeiro de 2012
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
"A partida da morte" - Kiev 1942
Conheça a história dos jogadores que foram
mortos após jogo contra nazistas
Alguns atletas foram fuzilados, outros torturados antes de morrer
A Partida da Morte foi um jogo de futebol não-oficial disputado em 1942 por prisioneiros de guerra soviéticos e soldados nazistas da Wehrmacht. O time soviético, formado em sua maioria por ex-jogadores do Dínamo de Kiev, derrotou os alemães, mesmo sabendo que as consequências de tal feito poderiam ser fatais.
Durante a década de 1930 o futebol tornou-se um esporte muito popular na antiga União Soviética, particularmente na Ucrânia. A equipe ucraniana mais forte da época era o Dínamo de Kiev.
Em Junho de 1941, teve início a invasão da União Soviética perpretada pela Alemanha Nazista. Diversos futebolistas do Dínamo de Kiev juntaram-se ao exército e seguiram para a frente de batalha. Mas, a cidade de Kiev caiu frente à Alemanha. Muitos dos jogadores do Dínamo de Kiev que sobreviveram ao subsequente massacre da população da cidade acabaram encarcerados em campos de prisioneiros, sendo, posteriormente libertados por não apresentarem risco à Alemanha.
A cidade de Kiev - 1942
Foi na Padaria “Número 3” de Kiev que os futebolistas eventualmente reuniram-se para trabalhar na cidade ocupada. Tudo começou quando Mykola Trusevych, ex-goleiro do Dínamo, retornou a Kiev após ser liberado do Campo Darnitsa. Ele conseguiu um emprego de faxineiro na padaria com Iosif Kordik, fã de seu antigo time. Kordik era o novo gerente do local, obtendo esta posição privilegiada devido a sua origem alemã. Entusiasta dos esportes, ele teve a idéia de formar um time de futebol próprio da padaria. Trusevych passou então a primavera de 1942 à procura de seus antigos colegas de equipe.
Como o Dínamo estava enclausurado e proibido, deram um novo nome para aquela equipe. Assim nasceu o FC Start, que através de contatos alemães começou a desafiar a equipes de soldados inimigos e seleções formadas no III Reich. O Start era composto por oito jogadores do Dínamo (Mykola Trusevych, Mikhail Svyridovskiy, Mykola Korotkykh, Oleksiy Klimenko, Fedir Tyutchev, Mikhail Putistin, Ivan Kuzmenko e Makar Goncharenko) e três do Locomotiva de Kiev (Vladimir Balakin, Vasil Sukharev e Mikhail Melnyk).
Formação do FC Start
O jogo de estréia da temporada foi em 7 de junho de 1942. Neste dia, o Start jogou sua primeira partida da liga local contra o Rukh, equipe formada por outros jogadores ucranianos. A liga em si era mantida por Georgi Shvetsov, antigo futebolista e então técnico do Rukh. O Start venceu por 7 a 2.
Para enfatizar o fato de que estavam jogando pela cidade, os futebolistas usavam camisas de malha vermelhas, que Trusevich e Putsin haviam encontrado em um depósito abandonado. Durante 1942, o Start disputou diversas partidas contra equipes de soldados das guarnições invasoras, vencendo todas.
O arqueiro Nikolai Trusevich
O arqueiro Nikolai Trusevich
A coisa ficou séria quando em 17 de julho enfrentaram uma equipe do exército alemão e golearam por 6 a 2. Muitos nazistas começaram a ficar chateados pela crescente fama do grupo de empregados da padaria e buscaram uma equipe melhor para ganhar deles. Trouxeram da Hungria o MSG com a missão de derrotá-los, mas o FC Start goleou mais uma vez por 5 a 1, e mais tarde, ganhou de 3 a 2 numa revanche.
O time da Luftwaffe, Flakelf, pediu por uma revanche. O jogo foi disputado em 9 de agosto de 1942 no Estádio Zenit e, ao contrário de outras partidas, foi marcado pela presença maciça de policiais e tropas alemãs. Um oficial da SS foi apontado como árbitro. Antes do jogo, ele visitou a equipe soviética em seu vestiário, alertando os futebolistas a jogar dentro das regras e, antes da partida, saudar os oponentes "à nossa moda", isto é, com a saudação nazista.
Capa de um dos jornais da época noticiando o jogo da revenche
Mesmo reconhecendo que sua vitória poderia render graves consequências, o Start decidiu jogar. Ao entrar em campo, a equipe recusou-se a fazer a saudação nazista para os soldados e oficiais de alta patente reunidos no estádio. Ao invés disto, levaram a mão ao peito e no lugar de dizer: - "Heil Hitler!", gritaram - "Fizculthura!", uma expressão soviética que proclamava a cultura física. Como previsto por eles, o árbitro ignorou solenemente os abusos cometidos pelo Flakelf. O time alemão pressionou desde o princípio o goleiro Trusevych que, após sofrer repetidas faltas, foi chutado na cabeça por um atacante adversário. Aturdido pela pancada, ele deixou passar o primeiro gol do Flakelf.
O Momento da Saudação. Os Russos se mantiveram heróicos
O árbitro continou a ignorar os apelos do Start contra a violência de seus oponentes; o Flakelf pôde então prosseguir com as tentativas de intimidar os adversários através da força física. Apesar disso, o Start marcou seu primeiro gol com um chute fora da área dado por Kuzmenko. Correndo contra o final do primeiro tempo, Goncharenko driblou toda a defesa do Flakelf antes de colocar a bola na rede do adversário, deixando o placar em 2 a 1 para o Start. Antes do intervalo os soviéticos ainda conseguiram marcar outro gol.
O Estádio da Partida em outro ângulo
Durante o intervalo, o Start recebeu novamente visitantes em seu vestiário. Era Shvetsov, pedindo que a equipe entregasse o jogo. Ele foi seguido por outro oficial da SS, que disse aos jogadores que os alemães estavam impressionados com sua habilidade, mas que deveriam entender que não poderiam esperar vencer e que, na verdade, deviam pensar nas consequências caso ganhassem a partida.
Durante o segundo tempo, cada lado marcou dois gols. Já no fim da partida, com o Start em posição praticamente imbatível devido ao placar de 5 a 3, Klimenko, um zagueiro, recebeu a bola, driblou a retaguarda alemã e contornou o goleiro. Então, ao invés de deixá-la cruzar a linha do gol, ele virou-se e chutou a bola de volta ao meio-campo. O árbitro soprou o apito final antes de completados os noventa minutos.
Estádio do 'Jogo da Morte' na Ucrânia está abandonado
Foto: Rafael Maranhão/GLOBOESPORTE.COM
Em 16 de agosto, na semana seguinte ao jogo contra os alemães, o Start derrotou o Rukh novamente, desta vez por 8 a 0. Foi sua última partida. Pouco tempo depois, todos os jogadores da equipe foram presos e torturados pela Gestapo, sob a alegação de que pertenceriam à NKVD. Um dos presos, Mykola Korotkykh, morreu sob tortura. O restante foi enviado ao campo de trabalho de Syrets, onde Ivan Kuzmenko, Oleksey Klimenko e o goleiro Mykola Trusevich foram executados em fevereiro de 1943.
Entre os poucos sobreviventes após a guerra estavam Fedir Tyutchev, Mikhail Sviridovskiy e Makar Goncharenko, que se tornaram os responsáveis por propagar na cultura popular soviética a história de sua partida contra os nazistas.
M. Goncharenko e M. Sviridovskiy em frente ao monumento
Na Ucrânia, os jogadores do FC Start hoje são heróis da pátria e seu exemplo de coragem é ensinado nos colégios. No estádio Zenit uma placa diz "Aos jogadores que morreram com a cabeça levantada ante o invasor nazista".
Filme 'Match' tem estreia marcada para abril, às
vésperas da Eurocopa de 2012 (Foto: Divulgação)
vésperas da Eurocopa de 2012 (Foto: Divulgação)
Filme traz de volta história do time mandado para campo de concentração por se recusar a perder partida contra equipe nazista
No ano da Eurocopa, organizada em conjunto por Ucrânia e Polônia, os 70 anos do "Jogo da Morte" serão lembrados por um novo filme, que deve fazer a lenda ganhar força novamente. Produção russo-ucraniana de 10 milhões de dólares, "Match", nome no original em russo, tem estreia marcada para o fim de abril, seis semanas antes do início do Euro 2012. É uma versão romanceada da história tendo como protagonista o goleiro Nikolai Ranevich, baseado em Trusevich, o goleiro morto em Siretz e que era um dos nomes mais famosos do futebol soviético nos anos 1930.- Será um filme sobre a vida das pessoas envolvidas nesse episódio e as escolhas que fizeram quando todos disseram que deveriam se render - afirma o diretor, o russo Andrei Malyukov, que, em entrevista aos jornais ucranianos, lamentou apenas não ter podido utilizar o estádio do Start como cenário. - Tivemos que usar um pequeno campo nos arredores de Kiev. O campo do "Jogo da Morte" está muito descaracterizado, com os prédios à volta.
fonte: Globo Esporte
Vídeo - trailer do filme "Match"
The Death Match
A versão que correu o mundo, reproduzida em obras como o livro "Futebol ao Sol e à Sombra", do uruguaio Eduardo Galeano, e servindo de base para filmes como "Fuga para a Vitória", de 1981, estrelando Pelé, Michael Caine e Sylvester Stallone, foi a de que todos os atletas teriam sido fuzilados naquele mesmo dia por não seguirem a recomendação de perder o jogo. Hoje sabe-se que isso não aconteceu e que apenas quatro jogadores não sobreviveram à guerra. Mas o destino do time realmente teria sido diferente caso tivesse saído derrotado daquela partida-revanche.
Fonte :
"The Match of Death: Kiev, 9 August 1942", matéria de James Riordan publicada em Soccer & Society, volume 4, edição 1, março de 2003
Para ver fotos fantásticas do Dínamo de Kiev, além do jogo de botão da Brianezi antiga 1970, clique abaixo no endereço: http://botoesparasempre.blogspot.com/2011/12/dinamo-de-kiev-1975-ucrania.html
Dica de livro:
FUTEBOL & GUERRA - RESISTENCIA, TRIUNFO E TRAGEDIA DO DINAMO NA KIEV OCUPADA PELOS NAZISTAS
'Futebol & Guerra' desvenda a verdade por trás do histórico embate entre a Luftwaffe, a força aérea alemã, e o F.C. Start, time formado pelo que restou do glorioso Dínamo de Kiev. Fascinante e comovente, mostra como a equipe do Dínamo - considerado o melhor time de futebol da Europa pré-guerra - foi reformulada como F.C. Start, vencendo de forma brilhante todas as partidas que jogou e levantando o ânimo do povo na Kiev ocupada pelos nazistas. Em 1942, nessa partida de futebol contra a Luftwaffe, a equipe defendeu a honra da cidade e ousou enfrentar, em todos os sentidos da palavra, os alemães. O jogo tornou-se uma alegoria da resistência, e suas conseqüências foram brutais. Ao separar os fatos da ficção e reconstituir no centro da Segunda Guerra Mundial um momento de extraordinária bravura, Andy Dougan comprova que o futebol também pode ser uma questão de vida ou morte - e muito mais que isso.Para ver fotos fantásticas do Dínamo de Kiev, além do jogo de botão da Brianezi antiga 1970, clique abaixo no endereço: http://botoesparasempre.blogspot.com/2011/12/dinamo-de-kiev-1975-ucrania.html
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Coleção do Leitor
Construção do estádio "Tijucão", do colecionador Luis Armênio Henriques, do RJ. - Maquetes da obra
Jogo amistoso: Barcelona 4 x 4 Inter de Milão
Jogo amistoso: Barcelona 4 x 4 Inter de Milão
segunda-feira, 2 de janeiro de 2012
Final da Supercopa Européia - Bayern e Dínamo de Kiev
Olá, amigos! Hoje mostro a final da Supercopa 1975 onde a equipe da ex-URSS, o querido Dínamo de Kiev sagrou-se campeão. Abs,
Vídeo Primeiro Tempo
Segundo tempo
Dinamo campeão!
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Segundo tempo
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