Mais um Gulliver de 'carinhas' que entra para a coleção. Desta vez teve sabor especial, pois quando criança cheguei a ter boa parte do time do Fogão de 1977, mas com botões de plásticos. Estes que comprei vieram os de acrílicos-cristais, com os números aclopados, em auto-adesivos, outro destaque interessante que a Gulliver proporcionava aos colecionadores. O detalhe fica por conta da ausência do jogador Mendonça. Porém, a criança na época guardou o Jairzinho original da 'Onze de Ouro', coleção saudosa da metade dos anos 60. Bingo e bônus! Time completo, entretanto, com um jogador de uma época um pouco mais antiga. O goleirinho Zé Carlos, original, foi comprado pelo meu saudoso avô paterno Oswaldo Bucci, que, aliás, toda semana vinha me buscar para juntos comprarmos pacotinhos da Gulliver com o rosto dos jogadores em bancas de jornais (alguns não acreditam que existiam tais bancas que vendiam estes Gullivers, existiam, sim, meus caros que não concordam com esta informação, a prova é que eu e o saudoso Alessandro do Tribuna do Botão também comprava quando era criança), ou também nos magazines, nestes locais eram mais vendidos os de acrílico, naquela caixinha amarela histórica, como este Botafogo/RJ.
O preço? Justo e honesto. Alguns falam para mim: "Poxa, Ricardo, pagou barato". Aí eu respondo na hora, sem medo: "Preço Justo combina com honestidade. Eu chamo sempre de 'justo'. E não 'barato'."Aliás, preço caro é o que vemos por aí sendo anunciado (muitos anúncios 'mofados') onde nos deparamos com preços abusivos de qualquer fábrica antiga de botão.
A postagem é em homenagem ao José Márcio, grande apreciador dos Gulliver 'carinhas'. Talvez eu, o José e o saudoso Alessandro, do blog Tribuna do Botão, estamos entre os que mais admiravam estes botões da Gulliver, de 'carinhas', pois marcaram muito nossas infâncias. Foi, sem dúvida, a primeira coleção que tive contato, com quatro anos de idade, pasme! Logicamente, depois tive contato com os oficiais de celulóide da Brianezi, mas estes pequenos 'guerreiros' em 'carinhas', da Gulliver, eram show e ficaram eternizados em minha lembrança! Cada pessoa tem sua época que marcou mais os botões. Nos anos 60 tivemos a Estrela com os canoinhas e panelinhas, de 'carinhas'. Na metade da mesma década, os Onze de Ouro, Craques da Pelota e Ídolos do Futebol. No começo de 1970-71, a coleção 'Craks da Pelota', da Jofer, enfim. Mas para mim ou para outra pessoa vale mais o que nós presenciávamos na época. E a Gulliver de 1977 foi o ESTOPIM DE MINHA COLEÇÃO E DE MINHA PAIXÃO PELO BOTONISMO.
Seja bem-vindo, Fogão de 1977!
Reparem na foto que coloquei como decoração: meu pai e eu (quando era criança), escolhendo os mesmos Gullivers de 'carinhas', numa caixinha de sapatos, na saudosa casa de meu avô! Isto sim é nostalgia pura!
Paulo César Caju: grande ídolo em 1977
Incrível! Veio o Jairzinho original da Onze de Ouro no lugar do Mendonça. Coisas da época, isto sim, novamente é nostalgia!
1977-78























