Copa de 1982

Copa de 1982
Lembranças da Copa do Mundo de 1982: veja o artigo que escrevi sobre o melhor mundial de todos os tempos

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Escudinhos "carinhas" do campeão piauiense de 1985

Arte belíssima do Piauí E.C, com escudo retrô, feita pelo Alessandro, do "Tribuna do Botão", especialmente para minha coleção há dois anos atrás. Uma grande oportunidade para adesivar nos gullivers (24 mm).
Para uma melhor visualização, clique, salve a imagem e abra no seu editor de fotos.

sábado, 28 de julho de 2012

Piauí Esporte Clube, um time nordestino, vibrante e de tradição. Raríssimo jogo da Brianezi com escudo retrô 1970

Aos piauienses que prestigiam o blog, taí a novidade! Botões para Sempre apresenta a história do Piauí, o tradicional "Enxuga Rato", o "Piauizão Vibrante". Mostro o time original da Brianezi "duas faixas", época romântica dos anos 70/80, time adquirido a partir de uma troca com o amigo e colecionador Luis Armênio, o qual agradeço bastante. Aproveito para mostrar imagens antigas e marcantes do clube.
Acima o time rubro-anil da Brianezi. A Brianezi utilizou-se de um escudo bem antigo que foi usado na Taça Brasil de 1968, no Torneio Norte-Nordeste do mesmo ano e em toda década de 70, época da produção do jogo de botão, em acetato de celulóide importado.
Acima: Eis o escudo retrô usado pela Brianezi. Encontrei esta foto no excelente site www.futebolnacional.com.br / Equipes: Piauí
Escudo do ratinho usado em fins dos anos 80/90
Escudo atual do clube

A história do Piauí, sediado em Teresina, é bastante rica de fatos importantes, conquistas, curiosidades, boas recordações. Vamos tentar-lhe passar alguns desses momentos de glória do 'Enxuga Rato', que ganhou esse apelido em face do técnico Ênio Silva, no auge do time do tetracampeonato. Ele usava esta expressão quando a equipe estava dominando o adversário inteiramente. Ênio se inspirava numa música de muito sucesso da época, o baião "Enxuga o Rato", composição de Luis Antônio, gravada por Zé Mamede e há alguns anos atrás regravada pela banda cearense Mastruz com Leite.
O time surgiu no bairro Buenos Aires e este foi seu primeiro nome, quando criado a 15 de agosto de 1948. Logo mudou para Piauí Esporte Clube, por sugestão do comentarista Carlos Said. E filiou-se à antiga Federação Piauiense de Desportos, no final dos anos 50, oportunidade em que sagrou-se Campeão Piauiense de Futebol da 2ª divisão, no ano de 1957, passando para a divisão principal no ano seguinte.
Computando-se somente os campeonatos da era profissional, no século XX (1963 a 2000), o Piauí foi o único time a sagrar-se tetracampeão estadual, feito conquistado de 1966 a 1969. Mais tarde, em 1985, o time voltou a ser campeão piauiense. Foi seu último título estadual. Entre outros títulos de menor expressão, destacam-se a Taça Estado do Piauí em 1968 e 2005; a Taça Reinaldo Ferreira em 1969; a Taça Afrânio Nunes em 1966 e 1969; e o Torneio Início, em 1966, 1969, 1972, 1980 e 1987.
O trabalho das categorias de base já valeu ao PEC uma coleção de títulos, desde a época do certame de aspirantes ao sub-18 dos dias de hoje, revelando muitos talentos, o mais famoso deles conhecido em todo o país: Sima, o "Pelé do Nordeste", que depois transformou-se no principal artilheiro da história do clube e do futebol do Nordeste. Com a camisa do Piauí, Sima assinalou 156 gols.
O melhor dos piauienses em competições nacionais.
O PEC também ostenta este título. Apesar de suas importantes conquistas terem acontecido em fins dos anos 60, nem antes, nem depois deste tempo algum clube do estado do PI conseguiu tamanha façanha. Em 1968, disputando a Taça Brasil (1962 a 1968), o PEC chegou a conquistar 75% dos pontos disputados. Na primeira fase, venceu o América por (2 x 0, em Teresina e 1 x 0 em Natal) e Campinense (1 x 0 em Campina Grande e 1 x 0 em Teresina) classificando-se em primeiro lugar no grupo. Em seguinda, na segunda fase, foi eliminado pelo Moto Club perdendo em São Luís (2 x 1) e empatando em Teresina (1 x 1). Ainda em 1968, desta vez disputando o torneio Norte-Nordeste (1968 a 1970), o Piaui fez mais uma bela campanha. Na 1ª fase ficou em 1º lugar. Foram oito jogos, 6 vitórias e 2 derrotas. Na fase seguinte, a semifinal da região norte, derrotou a equipe do Paysandu em Teresina (2 x 0). A final foi contra o Clube do Remo. O PEC venceu em Teresina (5 x 1), mas perdeu na capital paraense (4 x 1). No jogo extra, também em Belém, voltou a perder (2 x 1). O título de vice-campeão do Norte ainda hoje é lembrado como um façanha espetacular. 
O PEC participou ainda da Taça de Bronze em 1981. Foi a única vez que a CBF promoveu esta competição. Eliminou o Moto (0 x 1 em São Luís e 5 x 0 em Teresina). Na fase seguinte, foi eliminado pelo Izabelense (0 x 1 e, Santa Izabel do Pará e 0 x 0 em Teresina).
Écio e Gonzaga (em pé); Mamede, Derbert e Rudinha (agachados): ídolos do PEC em 1960
O ídolo maior Sima com seus companheiros Nonato II, Pila, Tuica... bons tempos nos anos 60

Formação de 1965: Chico Dedão, atleta não identificado, Aluísio, Zé Barros, Zezito, Nanô, Nonato Leite e o técnico Luiz Gonzaga (em pé); Zagalo, Chapéu, Sanêga, Coquinho e Bitonho (agachados).
1967
1968: Taça Brasil e Torneio Norte-Nordeste. Rara imagem. No cenário nacional, o Piauí foi vice-campeão do Norte no antigo Torneio Norte-Nordeste, quando perdeu as finais da região norte para o Clube do Remo, oportunidade em que, no primeiro jogo, no estádio Lindolfo Monteiro, o PEC goleou o Leão Marajoara por 5 a 1, com um histórico e inesquecível gol de letra do meia Pila. E foi o último representante do futebol piauiense na elite do Campeonato Brasileiro, quando disputou a principal competição de clubes do país em 1986, enfrentando grandes clubes brasileiros, como Santos e Vasco da Gama.
O Time da Moda, batizado assim por Dídimo de Castro, entra em campo com Queiroz, Teodoro, Rui Lima, Sanatiel, Cacá, Edmilson Furtado, João da Cruz...bons tempos em que o Rubroanil foi vice-campeão em 1978 e 1979.
Time do Piauí com o saudoso goleiro Félix! 
No Torneio Dirceu Arcoverde, em 1978: Cafofa, Félix, Ribas, Queiróz, Raimundo e Carlinhos (em pé); Rodrigues, Aníbal, Cacá, Rui Lima e Edmilson Furtado (agachados).
Uma das formações utilizadas na campanha do último título, em 1985: Cícero, Sansão, Toreca, Roberto Gallotti, Chicão e Raimundo (em pé); Vitor, Geraldo José, Catita, Xavier e Anibal (agachados).
Pôster de Campeão Piauiense da Placar - 1985
Sima, o "Pelé do Nordeste"
Piauí 2012
Com a camisa branca, lembrando o jogo de botão
No Albertão
Pôster atual
A diretoria do "Enxuga Rato"
O mascote


Com o uniforme nas cores vermelha e azul, o time chama atenção pelo seu mascotinho: um rato com uma toalha, enxugando as costas. A origem da brincadeira é o apelido do time: "enxuga rato". Conta-se que a expressão surgiu com o técnico Ênio Silva, logo que o PEC começou a conquistar seus primeiros títulos estaduais. Toda vez que o time estava bem em campo, ele gritava: "ENXUGA O RATO, MENINO", usando a letra de um baião famoso na época e de muito sucesso no Nordeste.
Vídeo: Piauí no Torneio Norte-Nordeste de 1968. Escute a narração da partida contra o Remo, em Teresina.
Vídeo: o bonito hino do PEC
Vídeo 2012: Assista o jogo entre Piauí 2 x 0 Flamengo, no Lindolfo Monteiro
Fonte de texto e fotos: Acervo Severino Filho

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Coleção com 300 times

Botões para Sempre preparou uma entrevista com o colecionador Luis Armênio Henriques. Aqui ele relembra sua paixão na arte de colecionar botões e nos conta um pouco sobre sua extensa coleção da Brianezi, a grande maioria em caixas completas 

Por Ricardo Bucci

Tudo começou na infância, mais precisamente aos 7 anos de idade, quando seu irmão mais velho jogava com botões de galalite e os famosos Crak´s da Pelota. O pequeno Luis já ficava fascinado com os botões que eram vendidos em papelarias, bancas de jornal e armarinhos. Cada compra era uma nova experiência, pois cada botão possuía um diâmetro e assim formavam-se os times. “Jogávamos na mesinha de centro na sala, com as linhas do campo marcadas com lápis de cera, pouco tempo depois na mesa de ping-pong, pois morávamos numa casa muito grande no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro. Passado algum tempo ele me deu seus botões e a história foi se desenhando até os dias de hoje”, conta com emoção o colecionador carioca.
Luis Armênio, o primeiro da esquerda para a direita
Imagem do blog "Grêmio Butantã"

Aos poucos sua coleção aumentava. Vieram os escudinhos da revista Placar e os times pequenos do Rio de Janeiro da marca Bolagol, da extinta Indústria Santa Maria. “Comecei a jogar com os Bolagol todos os campeonatos regionais a partir de 1977, quando comecei a perceber que jogava muito bem com um time de “tampa”, ou seja, tratava-se de um time da Brianezi do São Paulo que troquei com um outro amigo de infância”, diz.
Dito e feito. Luis se encantou com a marca Brianezi. As cores, o formato no estilo “tampa” e os botões em acetato de celulóide importado chamavam sua atenção. Assim conheceu uma loja no bairro do Catete, chamada “Sports Havaí”, onde encontrava as mágicas caixas azuis,vermelhas, as maiores da série luxo, traves e palhetas coloridas.
Em 1985 percebeu que no catálogo da Brianezi vinha escrito que a fábrica enviava qualquer jogo de botão para todos os cantos do Brasil, por reembolso postal. “Resolvi ligar e prontamente me atendeu o Sr. Lúcio Brianezi, dono da fábrica, que muito gentil anotou todos os times que havia escolhido do catálogo. Não sei se ele acreditou muito, pois se tratava de um jovem carioca que conversou com ele quase uma hora no telefone e ao fim da conversa disse que estaria lá para buscar minha encomenda numa quarta-feira
feira”, lembra.
Na oportunidade, Luis chegou bem cedo em São Paulo, pegou um táxi e foi diretamente para a lojinha da Brianezi. Foi quando viu um rapaz abrindo a loja e ele ficou do outro lado da calçada, apenas aguardando a lojinha abrir. De repente Luis se deparou com as diversas caixinhas azuis, calçados, pois a fábrica também os fabricava, bolas etc. Prontamente o Lúcio Brianezi veio atendê-lo e falou que sempre recebia em sua loja, ministros, médicos, juízes, para comprar botões e tomar um café. Luis, enfim, recebia sua encomenda. “Lembro-me que eram duas caixas de papelão, lotadas de caixas azuis, uma em cima da outra, muito bem protegidas, do tamanho aproximado de duas caixas de TV de 29 polegadas, cheias até o topo, leves para o peso de um sonho realizando-se naquele instante”, enfatiza.
Nacional de Muriaé, Valerio e Esportivo de Bento Gonçalves

Torcedor fanático do Fluminense, Luis guarda suas relíquias nas caixas originais. Dentre suas preciosidades, podemos encontrar vários times da primeira fase da Brianezi, pintados de uma cor só, com símbolo e número e muitos da segunda fase da empresa, com as famosas ‘duas faixas’ laterais, justamente os times que ele encontrou na lojinha. Em sua coleção, desfila o Nacional de Muriaé de Minas, o Quixadá do Ceará, dentre outras relíquias antigas.

domingo, 22 de julho de 2012

União São João Esporte Clube - Araras - SP - Escudo retrô da Crakes 1990

1981
Em pé da esq.p/dir.: Nino, Privatti, Messias, Miro, Luiz Carlos e Cássio.
Agachados: Pirraia, Joãozinho, Dorival, Pavan e Délcio. 
 
1982
Em pé da esq.p/dir.: Brandão, Nino, Édson, Miro, Nezinho e Lucas.
Agachados: Silvio, Dorival, Daniel, Guto e Oliveira.

 
1986
Em pé da esq.p/dir.: Paraná, Privatti, Odair, Cavalcante, Marinho e Valdemir.
Agachados: Silvio, Guina, Zé Luiz, Biquinha e Play.

 
1991 Com Roberto Carlos e Éder
Em pé da esq.p/dir.: Lino, Gilmar, China, Roberto Carlos, Fonseca e Henrique.
Agachados: Odair, Giba, César, Cássio e Éder.
 
União São João 1 x 0 Palmeiras - 12/07/1991
Em pé da esq.p/dir.: Rossi, Silvio Roberto, Roberto Carlos, Fonseca, Henrique e Lino.
Agachados: Édson, Odair, Washington, Glauco e César 
 
1993
Em pé da esq.p/dir.: Edinho, Luiz Henrique, Cláudio, Vinicius, Vágner e Gléber.
Agachados: Alexandre, Israel, Osias, Glauco e Esquerdinha. 
 
1993
Em pé da esq.p/dir.: Jair Picerni, Hercílio, Edinho, Cláudio, Luís Cláudio, Sílvio, Juliano, Privati e Beto Médice. Agachados: Carlos Roberto, Vágner, Correia, Ricardo e Maciel; sentados: Israel, Luís Carlos, Osias, Alexandre, Esquerdinha e Roberto Silva.
 Timaço!