Copa de 1982

Copa de 1982
Lembranças da Copa do Mundo de 1982: veja o artigo que escrevi sobre o melhor mundial de todos os tempos

domingo, 31 de maio de 2015

Manchester United - Brianezi - Semi-flexível - 1989-1995

Botões para Sempre traz o Manchester United, da Inglaterra, fabricado pela saudosa Brianezi Indústria e Comércio de Brinquedos e Jogos. Time da 3ª fase da fábrica, em botões semi-flexíveis, apelidados pelos colecionadores de 'gordinhos', com escudo resistente que saía em água, todo pintado, em acetato, sem nenhum quebrado ou trincado. Os botões apresentam um chute forte, lembrando que esta geração foi a que mais conquistou títulos em 'Botões para Sempre'. Mais um reforço de peso na coleção. Agora este Manchester lutará para disputar meus campeonatos, juntamente com o Manchester 'duas faixas', também da Brianezi, que tem muita história na Champions League. Faltam agora 04 botões de celulóide 'duas faixas' para completar também o Manchester da 2ª geração, time que meu querido pai comprou antigamente, no começo de 1980-1981. Saudades...
Por incrível que pareça, o número 6, bem desgastado, é um excelente jogador, inclusive encobre bem o goleiro. Já o de número 9 é tido como o 'Pelé' de 'Botões para Sempre'. O melhor jogador da história de todos os tempos, em meus campeonatos
1989-1990: na época de produção dos botões da terceira geração
A bela camisa de 1989
1979-1980: da época da produção dos botões 'duas faixas' da Brianezi
2005, by arte hungary
1988-89
Gombfoci, by András

sábado, 30 de maio de 2015

Lembranças Copa 82 será revivida no meu Mundial de Botões

A primeira rodada da V Edição de Copa do Mundo de Oficiais, de Botões para Sempre, foi um sucesso. No Estádio Centenário, 90 mil pessoas viram a 'Celeste Olímpica' empatar com a perigosa Escócia por 1 a 1. Uma grande partida de Pedro Rocha. O time uruguaio mostrou um preparo físico invejável e jogou melhor. No Grupo B, a seleção canarinho deu o troco em cima da "Laranja Mecânica" e ganhou de 1 a 0, com gol de Éder. No ano passado a Holanda eliminou o Brasil, na segunda fase. E, numa virada histórica, aconteceu a primeira zebra do Mundial: a África do Sul, da Crakes, bateu de virada a toda poderosa Alemanha Oriental, da Brianezi, por 3 a 1. Grandes jogos! Hoje a postagem é de uma partida que ainda acontecerá em 'Botões para Sempre'. Aproveito para reviver o que aconteceu entre Argélia e Alemanha Ocidental, em 1982, na Copa da Espanha. Estas duas seleções se enfrentarão na Copa de 'Botões para Sempre'.
Lembranças de 1982
Era pequeno na época, mas me lembro de todas as partidas daquele Mundial inesquecível. A Copa do Mundo de 1982 na Espanha teve a primeira vitória de uma equipe africana sobre uma europeia na história da competição. E não foi uma vitória qualquer: a Argélia, estreante em Copas, bateu a bicampeã mundial Alemanha Ocidental por 2 a 1 em Gijón, no Estádio El Molinón. Aquela vitória seria fundamental para a sequência de acontecimentos que levou a Alemanha Ocidental e Áustria chegarem à última rodada sabendo exatamente o que precisavam fazer para ambas se classificarem e deixarem a Argélia de fora da competição, fazendo o que ficou conhecido como “o jogo da vergonha”. Os alemães liderados em campo por Karl-Heinz Rummenigge acabaram derrotados pela Argélia. Madjer abriu o placar para a seleção argelina aos nove minutos do segundo tempo. Rummenigge ainda conseguiu empatar, aos 22, mas nem teve tempo para comemorar, pois Belloumi marcou logo em seguida o gol mais importante da história de seu país em Copas. Apesar da boa campanha, a Argélia acabou eliminada por conta de um complô entre Alemanha Ocidental e Áustria. No último jogo do Grupo B, uma vitória por 1 a 0 dos alemães levaria os dois times à próxima fase. E foi justamente o que aconteceu: depois do gol marcado aos dez minutos do primeiro tempo, as equipes passaram a tocar a bola no meio de campo, ouvindo sonoras vaias e decretando o final do sonho argelino de seguir na competição.
Argélia e Alemanha Ocidental, em 1982. Esta partida também acontecerá em Botões para Sempre, no grupo C
As seleções de 82, por Moisés Correia, by 'Botões & Esquadrões'
Argélia, da Ki-Gol, anos 90. E a toda poderosa Alemanha Ocidental, extinta, feita pela Brianezi em 1990, com arte da camisa da Copa da Itália, daquele mundial que seria o último a se chamar Alemanha Ocidental.
Gombfoci 1982 - Al. Ocidental, by András

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Meus campeonatos: Cerimônia de Abertura da World Cup - Uruguai 2015

Uma verdadeira festa no campo - estádio 'Centenário' -, de Botões para Sempre. As bandeirinhas dos países perfiladas, a medalha 'Honra ao Mérito' presente, o mascote 'fuleco' e 32 seleções em busca de um objetivo: levantar a Taça Jules Rimet e comemorar o título máximo do futebol de botão. Para esta edição de 2015, o país anfitrião escolhido foi o Uruguai, a "Celeste Olímpica". A seleção se reforçou em botões Brianezi 'duas faixas' e está no Grupo A ao lado da forte seleção da Escócia, da Brianezi, juntamente com a antiga Tchecoslováquia e os EUA. Grandes fabricantes na história do futmesa estão presentes: 17 equipes da saudosa Brianezi, 11 da Crakes (Jucrake), 1 da saudosa Crak´s, e 3 da Ki-Gol. Tivemos este ano muitos reforços como Uruguai, Alemanha Ocidental, Croácia, Escócia, todas Brianezi, Austrália e El Salvador, Ki-Gol. Muitas seleções que apresentaram um ótimo futebol ficaram de fora, são elas: Israel da Brianezi, Romênia, da Brianezi, Japão da Crakes, terceiro colocado em 2011, México, da Crakes, Ucrânia da Crakes de 2006, e Irlanda do Norte, da Ki-Gol, enfim, tentarão o sonho em outras edições. Abaixo todas as 32 seleções e seus respectivos grupos. O primeiro país de cada grupo é o cabeça-de-chave. Amanhã teremos a abertura do certame com Uruguai e Escócia, ambas as seleções já estão em campo e pousaram para a foto FIFA.

Botões para Sempre apresenta: World Cup 2015 - Uruguai - Futmesa

Grupo A
Uruguai - Brianezi
Escócia - Brianezi
Tchecoslováquia - Crakes
EUA - Crakes
Grupo B
Holanda - Brianezi
Brasil CBD - Brianezi
Alemanha Oriental - RDA - Brianezi
África do Sul - Crakes
Grupo C
Grécia - Brianezi
Alemanha Ocidental - Brianezi
Peru - Crakes
Argélia - Ki-Gol
Grupo D
Espanha - Brianezi
Polônia - Brianezi
Coréia do Sul - Crakes
El Salvador - Ki-Gol
Grupo E
Itália - Brianezi
Croácia - Brianezi
Austrália - Ki-Gol
Nigéria - Crakes
Grupo F
França - antiga Crak´s
Hungria - Brianezi
Chile - Crakes
Marrocos - Crakes
Grupo G
Colômbia - Crakes
Rússia - Brianezi
Bélgica - Brianezi
Canadá - Brianezi
Grupo H
Inglaterra - Brianezi
Iugoslávia - Crakes
Argentina - Brianezi
Camarões - Crakes

Comentários: Grupo da 'Morte' formado no grupo B, com a atual campeã do mundo, a Holanda, da Brianezi, juntamente com as seleções antigas da mesma Brianezi: Brasil CBD e RDA. Os jornalistas apontam também o grupo H como sendo da 'Morte' com as seleções da Inglaterra, Brianezi, vice-campeã mundial em 2013, juntamente com a própria campeã de 2013, a Iugoslávia da Crakes, e a Argentina, Brianezi, que vem crescendo a cada mundial realizado.
Amanhã Uruguai e Escócia, ambas Brianezi, darão o pontapé inicial no Centenário. O Uruguai fará sua estreia em casa, botões de celulóide importado recém-adquirido e a Escócia, dos anos 90, que apresentou o melhor futebol europeu das eliminatórias, com grandes goleadas em cima da Dinamarca e Romênia, esta última goleou por 6 a 1.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

News Eliminatórias: Bélgica com dois gols de Ceulemans garante vaga

Está encerrada as eliminatórias de 2015. Assim já temos todas as 32 seleções que participarão de mais uma edição de Copa do Mundo, somente com botões oficiais e de fábrica, de Botões para Sempre. A Bélgica, da Brianezi, foi a última equipe a garantir sua classificação. E a vitória veio na prorrogação diante da sensação Ucrânia, da Crakes. Com um gol de cabeça do artilheiro Jan Ceulemans, os 'diabos vermelhos' conseguiram voltar ao Mundial, desde 2011 sem participação. Amanhã teremos o sorteio da Copa do Uruguai de 2015; em breve futura postagem de toda a festa de abertura no Estádio Centenário, de Botões para Sempre.
O lindo time da Brianezi da Bélgica comprado pelo meu querido irmão nos anos 90. O time está 'zerado', brilham e todos correm, sem nenhum quebrado ou trincado, diferente da maioria dos times que se encontram à venda em sites de compra pela Internet
Anos 80: o melhor período da seleção belga de futebol. Verdadeiros craques!
Ceulemans em ação contra a ex-URSS: a melhor partida que assisti durante a Copa de 1986
Bélgica 1982, botões Gombfoci, by András
Não percam amanhã a abertura do Mundial de 2015. Aqui no detalhe vemos a abertura do Mundial, na Espanha, onde a seleção belga ganhou da Argentina, na estreia da melhor Copa de todos os tempos!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cartela do Alecrim de 1985 - Histórico do Clube

Botões para Sempre traz um histórico sobre o querido Alecrim - RN
1985, por Alessandro, by 'Tribuna do Botão'

Escudo raro, anos 50
A agremiação alviverde foi fundada em 15 de agosto de 1915 e a sua sede fica na cidade de Natal (RN). O Alecrim é heptacampeão estadual, sendo o terceiro clube potiguar com maior número de participações na Série A. Ao todo 11 participações em campeonatos nacionais, sendo as mais recentes a Série D, em 2011, e a Copa do Brasil de 2015.
Um dos seus fundadores foi Café Filho (que assumiu a presidência da república após o suicídio de Getúlio Vargas, onde governou entre 24-08-1954 a 08-11-1955), que havia atuado como goleiro na equipe esmeraldina. No dia 15 de agosto de 1915 um grupo de rapazes formado por Lauro Medeiros, Pedro Dantas, Cel. Solon Andrade, José Firmino, Café Filho (presidente da República e ex-goleiro do Alecrim em 1918 e 1919), Lauro Medeiros, Humberto Medeiros, Gentil de Oliveira, José Tinoco, Juvenal Pimentel e Miguel Firmino, em reunião realizada na casa do Cel. Solon Andrade, fundaram no então longínquo bairro do Alecrim, próximo da atual Igreja São Pedro, o Alecrim FC. A ideia inicial que motivou a fundação do clube esmeraldino tinha como objetivo principal ajudar de forma filantrópica as crianças pobres do bairro que lhe deu origem.
Anos 50
EM PÉ (da esquerda para direita): Monteiro, Miguel de Lima, Petit, Mangueira, Petita e Baracho. AGACHADOS: Chiquinho, Driblador, Biró II, Miltinho e Índio

Fundação
Alguns afirmam que o Alecrim foi fundado em 15 de agosto de 1917. Entretanto, no dia 26 de setembro de 1916, o jornal A República n.º 215 publicava a seguinte notícia na coluna “Várias”: “No bairro do Alecrim, alguns moços fundaram o Alecrim Foot Ball Club que manterá uma escola nocturna gratuita para o ensino às creanças pobres daquelle bairro. Louvamos a iniciativa dos jovens daquella associação, que por esta forma esforçam-se para extinguir o analphabetismo que em grande escala se desenvolve no nosso paiz” (grafia da época).
Apesar desta notícia ter sido publicada em 1916, isto não significa que o Alecrim Futebol Clube tenha sido fundado nesse ano, pois como a cidade do Natal se concentrava praticamente na Ribeira, e o Alecrim – chamado de bairro novo – localizava-se na zona rural de Natal, é possível que a notícia tenha sido publicada com atraso, pois como pesquisador observamos que certas notícias – de acordo com o interesse da imprensa – muitas vezes eram publicadas um ano após o fato.
Recentemente, o historiador Alberto Medeiros durante o desenvolvimento de sua pesquisa sobre a história do clube alecrinense, encontrou na Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF), papel timbrado da década de quarenta com a data de fundação do Alecrim F.C. de 15 de agosto de 1915.

Década de 70 
O time da Brianezi com o escudo do final dos anos 70
O Alecrim nos anos 70 era chamado de “o vingador” do futebol do Rio Grande do Norte, pois os times de outros estados quando vinham a Natal ganhavam de ABC e América de Natal e perdiam para o esquadrão esmeraldino. Exemplo de força do clube verde nesta década foi o caso do Rampla Júnior do Uruguai que numa excursão ao Brasil estava invicto: 0 a 0 com o Americano (RJ); 2 a 1 no Democrata de Governador Valadares (MG); 2 a 0 no Fortaleza (CE); 1 a 1 com o Treze (PB); 2 a 2 com o Náutico de Recife; vindo a perder finalmente para o Alecrim por 1 a 0 com gol do artilheiro Rui.
EM PÉ (da esquerda para direita): Batata, Aurílio, Ivan Xavier, Batista, Ticão e Carlão. AGACHADOS: Marcos Pitôco, Marcos Pintado, Tiquinho, Lambari e Edmílson. Fonte: Cacellain

terça-feira, 26 de maio de 2015

Artigo Xico Sá: "Eu vi o Íbis ganhar um jogo"

Botões para Sempre traz um artigo do jornalista Xico Sá sobre o querido Íbis, além de mostrar a história do escudo do clube. Não deixem de apreciarem também reportagem que fiz com o amigo botonista de Recife, Armando Pordeus, sobre o extinto Santo Amaro. Em artigo, o jornalista esportivo Xico Sá, cearense radicado em Pernambuco, reconta o dia em que presenciou vitória do Íbis sobre o Náutico, em pleno estádio dos Aflitos
O jornalista Xico Sá presenciou vitória do Íbis em 2000, sobre o Náutico, em pleno estádio dos Aflitos. O placar marcou 1 a 0 para o Pássaro Preto. Resultado inesperado que fez a alegria dos quatro únicos torcedores rubro-negros na arquibancada
Sabe quando bate uma premonição futebolística? Tipo Chico Xavier soprando o placar no teu cangote? Foi assim que rolou naquela aprazível tarde de sábado, 25 de março de 2000. Tirei a nega da rede e fomos correndo ao estádio dos Aflitos, onde o poderoso Náutico Capibaribe enfrentaria o esquadrão do Íbis, tido e havido como o pior time profissional do mundo. Última rodada do 1º turno do Campeonato Pernambucano. Vestidos com o manto do Pássaro Preto, eu, a nega, o filho do presidente do Íbis e Seu Chico, então conhecido como único torcedor de verdade do time, adentramos o estádio da Rosa e Silva sob vaias e gozação da massa alvirrubra. Não era uma tarde qualquer, eu sentia o cheiro da desgraça no ar. Não é que o Íbis, naquela ocasião com uma camisa rubro-negra à Milan, resolve decepcionar os seus quatro torcedores presentes? Lentamente o garoto do placar, que devia estar dormindo àquela altura do 2º tempo, estampa: Náutico 0x1 Íbis.
Começamos a cornetar. E o Pássaro Preto – a mascote do time é uma homônima e agourenta ave egípcia – todo fechadinho lá atrás. Melhor que a retranca do Once Caldas. A nossa turma do amendoim prosseguia com a divertida cornetagem na tentativa de fazer o pior do mundo esquecer o gosto da vitória. Pelamordedeus, onde já se viu? O Íbis vencendo? Era o fim do mundo.
Nosso barulho era tanto que a torcida do Náutico começou a ficar irritada com a gozação. Eles também não acreditavam no que viam. O melhor é que o embate virou um jogaço. Seu Chico torcia a sério. Tem um nome a zelar como solitário torcedor das antigas. O filho do presidente, Ozir Ramos Júnior, se o espírito não me engana, também se empolgou. Desceu para o alambrado para tentar segurar, no grito e na marra.
Um silêncio sepulcral, como narravam os cronistas das antigas, ia tomando conta do estádio dos Aflitos. Perder para o Íbis seria o maior motivo de gozação que um torcedor já sofrera na vida. O sinal dos 45 do 2º tempo tomou conta de toda a cidade do Recife. Os doidos da Tamarineira, hospício ali da vizinhança, também não acreditavam no que ouviam: Náutico 0x1 Íbis. Nem os doidos do hospício da vizinhança acreditavam”.
Como repórter esportivo nos anos 80, eu testemunhara até treinos do Íbis, mas nunca havia visto o danado ganhar, nem mesmo do próprio time reserva. Passava jogos e mais jogos sem tirar o zero do placar. Na “comemoração” do cinquentenário do clube, em 1988, o slogan dizia tudo: “Íbis, 50 anos de derrotas”. Quando uma desavisada molecada cometeu a loucura de ganhar o campeonato de juvenis, dez anos depois, a diretoria cuidou rapidinho de vender a equipe inteira, sob o risco de perder o grande patrimônio de fracassos.
O juiz apita, depois de um épico acréscimo que durou uma guerra para o time do Íbis e os seus quatro torcedores. O garoto do placar não acredita no que vê, acha que dormiu no meio do jogo e esqueceu de marcar uma goleada do Náutico. Assim é se lhe parece: 0x1 para o visitante.
Irada, parte da torcida do Náutico nos cercou, mesmo sob a forte chuva. O encorajamento da cachaça corria nas veias e me fazia continuar com a gozação. Sob a proteção da PM, deixamos o estádio uma hora depois do jogo das nossas vidas. Para nossa sorte, o Íbis seguiu apanhando pelo resto do campeonato. Mais uma vez, foi o lanterninha daquele ano. Hoje na Segundona, o Ed Wood do futebol mantém a gloriosa escrita.
Fonte: Texto publicado na extinta Revista 10, na edição de julho de 2004.
O ex-atacante Mauro Shampoo, ídolo do Íbis só fez um gol em toda a carreira. Um histórico que orgulha a pequena torcida rubro-negra
Anos 1980: Íbis é o único time que se orgulha por derrotas mais do que pelas raras vitórias

A História do Escudo
Você sabia que o nome, o mascote, o escudo e as cores do Íbis Sport Club foram inspiradas no logo da Tecelagem Seda e Algodão de Pernambuco (TSAP)? Pois essa é a verdade sobre a origem da imagem do Íbis que conhecemos hoje. O clube foi fundado em 15 de novembro de 1938 para o entretenimento dos funcionários da TSAP. A Íbis Negra é um pássaro considerado sagrado pelos egípcios antigos, que acreditavam que o deus da sabedoria, chamado de Thot, tinha o corpo de um homem e a cabeça desta ave. Muitos ainda dizem que as cores rubro-negras são uma alusão ao Sport Club do Recife, porém isso não é verdade. A Tecelagem Seda e Algodão de Pernambuco já possuía essas cores muito ante do clube da praça da bandeira ser fundado, e foi na TSAP que os fundadores se inspiraram para dar as cores ao Pior do Mundo. Na imagem, você pode comparar o escudo do clube com o escudo da TSAP. Essas e outras histórias podem ser encontradas no livro “O Vôo do Pássaro Preto: A História do Pior Time do Mundo”, escrito por Israel Leal.

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Os que deixaram de existir: Associação Atlética Santo Amaro - PE

Botões para Sempre traz uma reportagem especial com o amigo botonista Armando Pordeus sobre a história do extinto e querido Santo Amaro, de Recife. Quando visitei a cidade pela primeira vez, no final dos anos 80, fiquei encantado com a quantidade de times alternativos. Meus objetivos estavam traçados: além de conhecer a bela 'Veneza Brasileira', tive a oportunidade como adolescente de presenciar de perto os clubes locais e comprar as camisas de futebol da época, que era meu sonho de consumo na capital de Pernambuco. De quebra, participei do treino do Sport, conheci o clube e adquiri na bagagem algumas camisas dos times pequenos da cidade. Uma pena que desconheço completamente se a Brianezi produziu os times alternativos de Pernambuco como o Ìbis, o 'pior time do mundo' e o Santo Amaro. Nunca os encontrei e também não faziam parte do catálogo da saudosa fábrica de brinquedos, apenas o Central de Caruaru, que já faz parte dos times campeões de 'Botões para Sempre'.
Segundo Armando Pordeus, um dos mais famosos botonistas de Pernambuco e estudioso da história do futebol de seu Estado, o extinto Santo Amaro foi fundado pelo vereador e radialista Alcides Teixeira. "Ele deu o nome de Santo Amaro em homenagem ao bairro que ele residia e onde tinha o seu curral eleitoral", lembra Pordeus.
Seu primeiro nome foi Associação Atlética das Vovozinhas, fundado em 01 de janeiro de 1950. Disputava jogos e torneios amadores até 1965. "O nome ficou conhecido como Vovozinhas por causa de um programa que Alcides Teixeira apresentava nas rádios com esse título", recorda. Em 1966, o clube se profissionalizou para disputar o campeonato pernambucano e tornou-se AA Santo Amaro. Foi aí que o time se notabilizou pelas péssimas campanhas, alternando com o Ìbis Sport Club, como sendo os dois piores times do Estado. Detalhe: nos anos 70 perdeu de 15 a 2 para o Santa Cruz. E também para o Sport Recife de 14 a 0, sendo que Dadá Maravilha anotou dez gols a favor do time do Sport. Foi aí que Dadá se consagrou como sendo o maior artilheiro do país numa única só partida, com 10 tentos anotados.
No ano de 1981 seu grande feito: o querido Santo Amaro foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro da 3ª divisão. No dia 25 de abril, no estádio Marechal Hermes, no Rio, o time recifense perdeu por 4 a 0 para o Olaria - RJ.
Em 1994 seus dirigentes venderam a equipe para uma rede de drogarias chamada Casa Caiada, pois o clube não tinha mais condições de se manter no profissionalismo. Mudou o nome para AA Casa Caiada. Logo depois passou a ser denominado Recife Futebol Clube e transferiu sua sede para a cidade de Goiana. Hoje é conhecido como Manchete Futebol Clube, desde 2004.
Em detalhe a camisa antiga (que pertenceu a minha coleção particular) do Santo Amaro, que comprei numa excelente loja de artigos esportivos do Recife dos anos 80. Saudades...muitas conversas com o gerente da loja sobre o futebol local...dos queridos Ìbis, Santo Amaro, Estudantes de Timbaúba, Sete de Setembro, Central, Ameriquinha etc.
1981 e o vice campeonato da Terceira Divisão Nacional
O nome Santo Amaro foi escolhido por Alcides Teixeira em homenagem ao histórico bairro recifense
Arruda, anos 80, palco de muitas partidas do Santo Amaro
O antigo time perfilado nos anos 80
Hoje é o atual Manchete FC
Ricardo Rocha: o zagueiro foi o maior ídolo do Santo Amaro. Depois fez sucesso no Santa Cruz e defendeu a Seleção Brasileira de Futebol.