Copa de 1982

Copa de 1982
Lembranças da Copa do Mundo de 1982: veja o artigo que escrevi sobre o melhor mundial de todos os tempos

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Os cobiçados botões de galalite

Botões para Sempre mostra abaixo o São Paulo FC feito de material galalite, time muito antigo que veio na caixinha de sapatos, recém-adquirida. Super valorizados no mercado, os botões e fichas de galalite ainda fazem sucesso, sobretudo nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, informação passada para o blog pelo colecionador e ex-presidente da Federação Paulista de Futmesa, Jorge Farah. Conheça estas peças, que, segundo os colecionadores saudosistas, são bem cobiçadas no mercado; chamados de 'puxadores' pelos antigos colecionadores, feitos de galalite, um material usado para fazer botões de camisa, canetas, guarda-chuvas e até cachimbos. A galalite – nome comercial de caseína formaldeído – é uma matéria plástica obtida de substâncias orgânicas, sobretudo do leite, que lembra bastante o osso artificial e o marfim. Um único botão de galalite (‘beque’ grande) chega a custar muito caro, entretanto, isto é uma outra história que não entrarei no mérito da questão.
O surgimento da Galalite
A caseína é a principal proteína de leite, especialmente na forma coagulada como no queijo. O nome vem do latim Caseus Cheese. É insolúvel em água, na verdade, caseína nela incha. É solúvel em soluções alcalinas. Queima-se dificilmente, com cheiro de proteínas orgânicas, utilizada como um ligante de pigmentos de cor nos tempos antigos.
A qualidade da caseína do leite depende, portanto, sobre as raças de vacas e as áreas em que são criados. Em 1882, a caseína é usada principalmente para fazer o queijo, mais recentemente, o papel fotográfico. É encontrado em colas, tintas, massa e cimento. Marceneiros, pintores e gravadores de madeira utilizam a caseína. Em 1895, dois químicos alemães, Wilhelm B. Krische e Adolf Spitteler, imaginam para substituir o quadro negro da sala de aula, feita de ardósia, por uma área de forte luz branca para escrever e apagar com uma esponja umedecida. Eles descobrem que a caseína pode ser endurecida com formaldeído. O novo material compete contra o celulóide, tudo o que é flexível e é utilizado na geração de diversos objetos, tais como: pentes, brinquedos, prateleiras, coleiras etc. Esse material ficou muito parecido com um chifre, sendo ele polido ficando brilhante. Com a evolução descobre-se a formalina, o que torna insolúvel e duro. Nasce a Galalite, mais conhecido como leite de pedra. Possui uma densidade de 1,35 inodoro, não inflamável, resistente aos ácidos e solventes, podendo ser serrado, torno-trabalhado, furado, frisado, colado, polido, tendo a água como seu principal reagente. Pode ser amplamente colorida imitando marfim, mármore e as mais variadas tonalidades de cores. 
Fonte: Blog ‘LB Galalite’
Diversos botões de galalite
A História
Galalite é uma matéria plástica natural de origem protéica obtida de substâncias orgânicas, especialmente o leite. Foi obtida, pela primeira vez, em 1897 por Adolph Spitteler y W. Kirsche a partir do formaldeído, mediante a reação de uma enzima. Conhecida pelo nome comercial de Galalith (Galalite no Brasil) apresentava-se com um aspecto similar ao do celulóide ou também ao marfim e ao osso artificial. A primeira indústria estabeleceu-se na Grã-Bretanha em 1913. Em 1930 a produção mundial alcançou 10 mil toneladas. Galalite, na verdade, é o nome comercial, patenteado, embora a marca registrada tenha se estendido passando a denominar o produto, que, na verdade, é a caseína formaldeído. Foi usada para fazer botões, fichas, pins, cigarette-cases, canetas, sombrinhas e caixas de rádio, além de tampas de tinteiro etc.
Os testes mais conhecidos
Pegue a ficha, botão ou outra peça que supostamente seja de galalite. Pegue também uma lixa d´água, bem fina e, de posse destes dois materiais, lixe uma parte da superfície da peça em questão. Se o cheiro for semelhante a queijo velho, é uma peça de galalite. Outro teste, desconhecido por muitos, é o que sempre uso. Ponha uns dois dedos de água sanitária em um recipiente juntamente com a peça supostamente de galalite. Apenas uma pequena parte desta peça, ficha, botão ou outra peça qualquer, necessariamente precisa estar imersa na água sanitária. Após poucos minutos, será visível que a peça comece a desmanchar-se, uma substância branca (a caseína) se misturará com a água. Não precisa mais nada. A peça é, realmente, de galalite. Tenha cuidado para não esquecer a peça imersa na água sanitária.
Cuidados 
Galalite teme o calor e a umidade, portanto nunca deixe seus botões ou fichas expostas ao sol ou à chuva.
Fonte: Blog ‘Botões e Fichas de Galalite’
Bazar Mimo, em Porto Alegre-RS
No Bazar Mimo, loja especializada em futebol de mesa situada no centro de Porto Alegre, é possível adquirir relíquias de galalite. O dono do local, o sr. Domênico Bernardino Romano, 64 anos, mais conhecido como “Seu Mimo”, (foto acima) afirma que o principal fator para tal discrepância de preços está no material da peça. De acordo com Mimo, o botão de acrílico é mais comum e, portanto, mais barato. Os mais caros são os de galalite, um tipo de material nobre importado da Europa.

6 comentários:

  1. Ricardo, são os botões galalite também chamados puxadores.

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  2. Verdade, Daniel, obrigado por lembrar. Já inseri acima, no 'lead' da matéria. Abs, Ricardo

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  3. Ricardo, primeiramente parabéns pela excelente matéria...teria interesse em um lote de 43 botões em galalite, anos 80 e mais acessórios e ainda um time original brianezi do Flamengo?

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  4. Obrigado, Tito! Te agradeço, mas não tenho interesse. Abs,

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  5. Acabei de vir do Bazar Mimo.
    Comprei um botão de galalite, um puxador e um de acrílico.
    Quando passo ali perto, acabo dando uma olhadinha...
    Muito bom o seu site. Parabéns.
    Eu procuro a foto de um botão "panelinha" que era vendido na década de 60 aqui em Porto Alegre, RS.
    Acho que vinha acondicionado num saco plástico ou caixa de papelão.
    Tinha do Grêmio e do Inter. Eu tinha o do Inter.
    Não encontrei a foto dele em lugar nenhum na internet.
    Ele era alto, bem angulado e de plástico.
    muito simples mas o que tinhamos na época.
    O nome do fabricante não lembro mas acho que era Estrela ou Trol.
    Depois ganhei um time de puxadores (galalite) que parecia marmorizado, na Casa Cauduro na Rua José Montaury.
    Se voc^conseguir postar a foto do panelinha do qual falo, lhe serei imensamente grato.
    Um abraço!

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  6. Olá, os botões que você se refere devem pertencer a saudosa marca GAPERIAL. abs,

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