Copa de 1982

Copa de 1982
Lembranças da Copa do Mundo de 1982: veja o artigo que escrevi sobre o melhor mundial de todos os tempos

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Club Estudiantes de La Plata - Raridade da Brianezi - 1970/80

Mais uma preciosidade que estava perdida na caixinha de sapatos: o argentino Estudiantes, belíssimo reforço da Brianezi 'duas faixas', de 1977-86, que disputará o meu torneio de botão da Pré-Libertadores da América, de 2016. O time está localizado na cidade argentina de La Plata, capital da província de Buenos Aires. Sua fundação é bem antiga, data de 1905. O seu estádio tem capacidade para mais de 53 mil pessoas; é o Ciudad de La Plata. O grandioso clube argentino venceu 04 vezes a Taça Libertadores, uma vez a Copa Intercontinental, além de ter faturado seis campeonatos argentinos e uma Copa Interamericana. Quer mais? Não é à toa que Paulo Brianezi e seu filho, Lúcio Brianezi, os maiores mestres de futebol de botão do Brasil, não esqueceram de fabricá-lo muito antigamente...
Apenas uma pequena história: nos anos 80, um amigo de nossa família, argentino, visitava nossa casa frequentemente para jogarmos botão. Torcedor apaixonado pelo Estudiantes, ele levava exatamente este time vermelho com faixa branca, da Brianezi, para realizarmos partidas inesquecíveis em nosso 'Estrelão'. Quando criança, ficava imaginando: será que um dia terei este clube argentino que ele sempre traz em minha casa? Taí...ele apareceu e aí está, 'para sempre'...
Ainda faltam restauros do belo e raro goleiro vermelho, de pedra, da Brianezi, que veio na caixa de sapatos, com a devida colocação do decalque original, além do ponta esquerda. Assim como o Lyon, o time está totalmente ileso, sem nenhuma trinca ou quebra.
1982 com arte de Moisés Correia, by blog 'Botões & Esquadrões'
1912
1984
1970 campeão da Libertadores, com Carlos Bilardo
1969, campeão da Libertadores
1968
1982
1982-83
1994
2009, campeão da Libertadores
 Sebastian Veron, um dos maiores ídolos da equipe
Estádio Ciudad de La Plata
2015

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Olympique Lyonnais - Raridade da Brianezi - 'Duas faixas'

Botões para Sempre traz o objeto mais desejado por mim nesta caixinha de sapatos: o Lyon da França, original feito de material celulóide importado (os flexíveis reinaram entre 1977-1986), da saudosa 'Brianezi Indústria e Comércio de Brinquedos e Jogos', que estava perdido neste pequeno 'tesouro' de botões antigos. Quem acompanha o blog desde o seu começo, em 2010, vai se lembrar das postagens que fiz sobre o antigo catálogo da Brianezi de 1977-86. Mas é sempre bom contarmos novamente. Naquela lista antiga de quase 300 times, no quesito 'Clubes Estrangeiros' ou 'Times Internacionais' como queiram, quando surge os times listados da França, faltou separar as palavras de Olimpique e Saint-Étienne. Assim sendo, sempre escrevi que neste país nunca existiu um time chamado inteiro 'Olimpique Saint-Étienne'. E, sim, o certo seria mencionar Olimpique (no caso, 'Olympique', com 'y', que é o Lyonnais) e o Saint-Étienne, devidamente separados.
Reparem na belíssima cor do azul: bem clarinho, da mesma tonalidade de times feitos pela Brianezi como Londrina/PR ou Marília/SP. Observem o escudo retrô, marca registrada da Brianezi. A fábrica usou como sempre os escudos da época, que, na maioria das vezes, eram encontrados em revistas antigas dos anos 70/80, como Placar, a francesa Onze etc. Belo reforço para a COPA UEFA de 2016, de 'Botões para Sempre'. É o quinto time francês de marca antiga, de minha coleção, a saber: Nice ('duas faixas'), Lyon ('duas faixas'), Saint-Étienne ('duas faixas', 70/80´s da Crak´s antiga), Marseille (terceira fase Brianezi) e Paris Saint-Germain (terceira fase Brianezi).
1977-1986: a era de 'ouro' da Brianezi
Escudo antigo do Lyon usado pela Brianezi. Reinou mais durante os anos 60.
Os escudos ao longo da história
Escudo atual
1962-63
1964: Copa da França
1969-70
1970-71: reparem no escudo da camisa, o mesmo símbolo feito pela Brianezi
1975-76
1976-77
1977-78
1977
1980-81
1981 com TIGANA, um dos ídolos da equipe nos anos 80 e da seleção francesa das Copas de 82 e 86; arte de David Ribeiro, do blog 'Onze em Ação'.
A seleção francesa nas vésperas da Copa de 1982
Campeã da Eurocopa
1981-82
1985-86
1986-87
Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos da história do time francês
Champions League de 2015
Stade Gerland: o estádio, a casa do Lyon.
Mascotinho
Panorama de Lyon: Fundada em 43 a.C. pelos romanos, foi a capital da antiga Gália durante o Império Romano. Uma das cidades mais populosas e visitadas da França, é a terra do Olympique Lyonnais, este brilhante e raro time feito pela Brianezi, maior vencedor francês do séc. XXI, tendo conquistado seu primeiro campeonato francês na temporada 2001/2002, ganhou também as sete temporadas seguintes, se tornando heptacampeão e o quarto time que mais faturou a competição da 'Ligue 1'. Na bela cidade, podemos encontrar a majestosa Catedral de Notre Dame de Furvière, uma das mais belas construções góticas de toda a França, além de inúmeros museus como o Lumière.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Os cobiçados botões de galalite

Botões para Sempre mostra abaixo o São Paulo FC feito de material galalite, time muito antigo que veio na caixinha de sapatos, recém-adquirida. Super valorizados no mercado, os botões e fichas de galalite ainda fazem sucesso, sobretudo nos Estados do Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Bahia, informação passada para o blog pelo colecionador e ex-presidente da Federação Paulista de Futmesa, Jorge Farah. Conheça estas peças, que, segundo os colecionadores saudosistas, são bem cobiçadas no mercado; chamados de 'puxadores' pelos antigos colecionadores, feitos de galalite, um material usado para fazer botões de camisa, canetas, guarda-chuvas e até cachimbos. A galalite – nome comercial de caseína formaldeído – é uma matéria plástica obtida de substâncias orgânicas, sobretudo do leite, que lembra bastante o osso artificial e o marfim. Um único botão de galalite (‘beque’ grande) chega a custar muito caro, entretanto, isto é uma outra história que não entrarei no mérito da questão.
O surgimento da Galalite
A caseína é a principal proteína de leite, especialmente na forma coagulada como no queijo. O nome vem do latim Caseus Cheese. É insolúvel em água, na verdade, caseína nela incha. É solúvel em soluções alcalinas. Queima-se dificilmente, com cheiro de proteínas orgânicas, utilizada como um ligante de pigmentos de cor nos tempos antigos.
A qualidade da caseína do leite depende, portanto, sobre as raças de vacas e as áreas em que são criados. Em 1882, a caseína é usada principalmente para fazer o queijo, mais recentemente, o papel fotográfico. É encontrado em colas, tintas, massa e cimento. Marceneiros, pintores e gravadores de madeira utilizam a caseína. Em 1895, dois químicos alemães, Wilhelm B. Krische e Adolf Spitteler, imaginam para substituir o quadro negro da sala de aula, feita de ardósia, por uma área de forte luz branca para escrever e apagar com uma esponja umedecida. Eles descobrem que a caseína pode ser endurecida com formaldeído. O novo material compete contra o celulóide, tudo o que é flexível e é utilizado na geração de diversos objetos, tais como: pentes, brinquedos, prateleiras, coleiras etc. Esse material ficou muito parecido com um chifre, sendo ele polido ficando brilhante. Com a evolução descobre-se a formalina, o que torna insolúvel e duro. Nasce a Galalite, mais conhecido como leite de pedra. Possui uma densidade de 1,35 inodoro, não inflamável, resistente aos ácidos e solventes, podendo ser serrado, torno-trabalhado, furado, frisado, colado, polido, tendo a água como seu principal reagente. Pode ser amplamente colorida imitando marfim, mármore e as mais variadas tonalidades de cores. 
Fonte: Blog ‘LB Galalite’
Diversos botões de galalite
A História
Galalite é uma matéria plástica natural de origem protéica obtida de substâncias orgânicas, especialmente o leite. Foi obtida, pela primeira vez, em 1897 por Adolph Spitteler y W. Kirsche a partir do formaldeído, mediante a reação de uma enzima. Conhecida pelo nome comercial de Galalith (Galalite no Brasil) apresentava-se com um aspecto similar ao do celulóide ou também ao marfim e ao osso artificial. A primeira indústria estabeleceu-se na Grã-Bretanha em 1913. Em 1930 a produção mundial alcançou 10 mil toneladas. Galalite, na verdade, é o nome comercial, patenteado, embora a marca registrada tenha se estendido passando a denominar o produto, que, na verdade, é a caseína formaldeído. Foi usada para fazer botões, fichas, pins, cigarette-cases, canetas, sombrinhas e caixas de rádio, além de tampas de tinteiro etc.
Os testes mais conhecidos
Pegue a ficha, botão ou outra peça que supostamente seja de galalite. Pegue também uma lixa d´água, bem fina e, de posse destes dois materiais, lixe uma parte da superfície da peça em questão. Se o cheiro for semelhante a queijo velho, é uma peça de galalite. Outro teste, desconhecido por muitos, é o que sempre uso. Ponha uns dois dedos de água sanitária em um recipiente juntamente com a peça supostamente de galalite. Apenas uma pequena parte desta peça, ficha, botão ou outra peça qualquer, necessariamente precisa estar imersa na água sanitária. Após poucos minutos, será visível que a peça comece a desmanchar-se, uma substância branca (a caseína) se misturará com a água. Não precisa mais nada. A peça é, realmente, de galalite. Tenha cuidado para não esquecer a peça imersa na água sanitária.
Cuidados 
Galalite teme o calor e a umidade, portanto nunca deixe seus botões ou fichas expostas ao sol ou à chuva.
Fonte: Blog ‘Botões e Fichas de Galalite’
Bazar Mimo, em Porto Alegre-RS
No Bazar Mimo, loja especializada em futebol de mesa situada no centro de Porto Alegre, é possível adquirir relíquias de galalite. O dono do local, o sr. Domênico Bernardino Romano, 64 anos, mais conhecido como “Seu Mimo”, (foto acima) afirma que o principal fator para tal discrepância de preços está no material da peça. De acordo com Mimo, o botão de acrílico é mais comum e, portanto, mais barato. Os mais caros são os de galalite, um tipo de material nobre importado da Europa.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Seleção Saudita de Futebol - Raridade da Brianezi - 'Duas faixas' Luxo - 45mm

Botões para Sempre apresenta a Arábia Saudita, original 'duas faixas', da Brianezi, com lentes grandes da 'Edição de Luxo', em 45mm, a primeira que obtenho deste tamanho. A maior parte dos especiais, ou seja, os grandes e luxuosos da Brianezi, que Paulo e seu filho, Lúcio, confeccionaram, ficava por conta de lentes de 50mm. Time muito difícil de aparecer em lojas da época, ficando mais em exposição para venda na vitrine da lojinha que se localizava no Belenzinho-SP. Repare que a maioria dos escudinhos de seleções que a Brianezi produziu, muito antigamente, pertencia às bandeirinhas dos países, pela dificuldade de se encontrar os símbolos (logos) das Federações de Futebol dos países. No final da produção dos Brianezi, anos 90/começo dos 2000, com o advento da Internet, a Brianezi fez milhares de seleções já contando com os escudos atuais, digamos assim, das federações e aposentou os de 'bandeira' de países, estes eram mais usados nas duas primeiras gerações dos botões, como é o caso desta Seleção da Arábia Saudita.
O time irá para minha 'oficina', digamos assim, pois necessita de restauros; o goleiro original, por exemplo, de pedra, necessita de colocação do escudo em decalque e número, pois descascou.
 O logo atual e a seleção em 1979, com arte húngara:
1984: A seleção Saudita foi campeã da Copa da Ásia em três oportunidades: 84, 88 e 96. Obteve também um honroso segundo lugar na Copa das Confederações, em 92.
1994 na Copa dos EUA: sua melhor participação na história de todos os Mundiais
A seleção da Arábia atual

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Os bons tempos de Futebol de Botão

Mais um excelente artigo;
Os bons tempos de futebol de botão – Coluna do Carrieri
By Nogueira – site 'O fino da Bola'
Imagino que todos aqui já jogaram pelo menos uma vez futebol de botão. Compreendo que alguns não se encantaram com a brincadeira. Mas alguns, inclusive eu, foram verdadeiramente “enfeitiçados” por essa magia, que lhe permite ser o presidente do clube, o técnico, até mesmo a própria Federação, além do mais importante: ser os jogadores em campo. Você se sente capaz de fazer algo por seu time: chuta, defende, luta em campo, algo que um simples torcedor não pode fazer. A sensação de representar um time, em um jogo de botão representa para esse “enfeitiçado”, sem exageros, o que há de mais próximo da emoção que o futebol real nos proporciona. Só quem já defendeu seu time preferido contra um adversário, torcedor de um clube rival, pode entender o que eu estou dizendo. Você já passou um dia, uma semana, não conseguindo pensar em outra coisa que uma final ou jogo decisivo de seu time? Pois eu lhe garanto que eu e muitos que conheço já viveram essa ansiedade em um campeonato de futebol de botão.
Nasci em 1968, portanto incapaz de descrever como o futebol de botão atravessou essa década. Prefiro falar daquilo que vivenciei. Comecei a jogar nos anos 70, onde o jogo estava relativamente em alta. Havia uma disponibilidade razoável de times, tanto os “oficiais”, fabricados principalmente pela Brianezi, um verdadeiro “sonho de consumo” para qualquer garoto de pelo menos 10 anos, mas que por não serem tão baratos geralmente eram substituídos pelos botões de plástico, menores, como os Gulliver, Bolagol entre outros, geralmente associados a alguma fábrica de brinquedos. Havia poucos campos com medidas oficiais. Os mais utilizados, além do que cabiam em qualquer sala ou quarto, eram os famosos “estrelões”. Alguns se arriscavam a desenhar as linhas em mesas de jantar, tábuas de madeira, até mesmo num chão liso. Engraçado que muitos, por falta de amigos para jogar, disputaram várias partidas, campeonatos, sozinhos.
A se destacar também a iniciativa que muitos tinham em confeccionar seus próprios times, especialmente com tampas de relógio, garimpadas incessantemente pelas relojoarias da cidade. Esqueça copiadoras coloridas digitais, toda sofisticação que existe hoje: a criação de times, amadores, fictícios ou mesmo times que não eram produzidos, demandava um trabalho artístico dos mais difíceis, incluindo os desenhados à mão.
Muitos entendem que o futebol de botão acabou. Não é verdade. Reconheço uma perda na essência, no romantismo, exatamente como aconteceu ao seu paradigma, o futebol profissional real, apesar de ser evidente o seu enfraquecimento atual em relação às décadas de 70 e 80, principalmente. A culpa recai sobre os jogos de futebol dos vídeo-games. Mais uma afirmação que não considero verdadeira, pois além de dedicar parte do meu tempo ao futebol de botão, sempre que posso me divirto em jogos como FIFA e PES.
Acho que o ritmo de vida que levamos hoje em dia, esse sim, quer nos fazer acreditar que não podemos “perder” meia hora para jogar uma partida de botão com nossos filhos, com nossos amigos. Vida moderna essa, que tem afastado muitos pais, filhos, amigos de qualquer recreação e até de atividades esportivas. Será que é só o futebol de botão que enfraqueceu? Você ainda vê tantas pessoas disputando uma “animada guerra” de WAR como via antigamente? As pessoas estão se isolando cada vez mais em computadores, tablets, smartphones, i-pads, e outros. Deveriam apenas se aproveitar dessas excelentes ferramentas. Bom, mas isso é tema para um outro post.
Não me perguntem qual será o futuro do futebol de botão. Tenho um filho de três anos. Apresentei o futebol de botão a ele há alguns meses. Quer ver ele ficar “doido” é colocar o campo no chão e abrir a caixa de times. Conhece pelo menos uns 30 times entre brasileiros e internacionais, incluindo escudos, uniformes e hinos. Não sei se ele jogará futebol de botão. Nem sei se ele terá com quem jogar. Mas percebo nele o mesmo encanto que um dia me contagiou. E no momento, isso me basta.

domingo, 1 de novembro de 2015

Time de Celulóide 02

4cm ou 40mm, pouquinho menor que os Brianezi, já que estes saíam da fábrica com 42mm. Na mesa correm muito, são extremamente macios, super flexíveis, na lateral de cada número, veio a palavra escrita "Adidas". Saudades...