Copa de 1982

Copa de 1982
Lembranças da Copa do Mundo de 1982: veja o artigo que escrevi sobre o melhor mundial de todos os tempos

sábado, 10 de outubro de 2015

Internacional - RS - Gulliver Original 'Carinhas' - 1977

Mais um time que reforça originalmente o 'Super Campeonato Nacional' de Futebol de Botão, apenas em 'Carinhas', 64 times que fizeram história, sobretudo nos anos 70 e 80. Desta vez, o Gigante Inter-RS, que a Gulliver produziu em sua série mais famosa: 'Grandes times do nosso futebol brasileiro'. A curiosidade no time de 1977 ficava por conta da ausência de Falcão, na fotografia que a Gulliver utilizou-se para produzir o Colorado. O "Rei de Roma" tivera uma contusão ou estava cumprindo suspensão no dia do jogo em que o elenco foi fotografado. A maior parte dos pôsters que a Gulliver se baseou para a confecção desta histórica coleção foi retirada da Revista Placar de 1977, como o Santos, Fluminense, Coritiba, Atlético-MG etc. Talvez foi a maior 'falha' ou grande falta de um jogador 'top' que a Gulliver não produziu, isto é, o astro de nossa seleção canarinho de 1982, Falcão. Botões para Sempre resolveu assim inserir o Falcão para jogar neste formidável elenco, mas com a série da 'Futebol Cards', também da segunda metade dos anos 70, já que não tivemos a produção da Gulliver para o craque. 
Em 1982 aconteceu o primeiro campeonato de futebol de Botão, na minha antiga mesa Estrelão. Lembro-me como se fosse hoje: as jogadas incríveis do Luizinho, Jair e Waldomiro culminaram naquele que seria o primeiro título nacional de uma equipe de botão. O Internacional agora recuperado na maior parte dos jogadores originais daquele torneio que ficou na história. Mais de 30 anos para aparecer novamente os mesmos botões. Haja festa para o Colorado!
Editando: AGORA ACIMA FINALMENTE OS ORIGINAIS COMPLETOS
Caçapava, um dos grandes destaques da equipe: o time gaúcho tentará seu terceiro título em 'carinhas'. É o time que tem mais canecos em campeonatos só com rosto de jogadores, em 'Botões para Sempre'.
Waldomiro e suas jogadas incríveis que fizeram história também no meu futebol de mesa.
O lendário 'Rei de Roma'
Repare que Falcão estava presente em 1977. Uma pena que a Gulliver não conseguiu (a tempo) de produzi-lo.
Mas temos a série Futebol Cards, de muito sucesso na época também, para ajudar na confecção do jogador.
Foto de dezembro de 1977, com Falcão
Brasileirão de 1976
Primeira fotografia do Inter no Gigante da Beira-Rio, em 1969
1973. Pacaembu contra o Corinthians.
1979
Camisas antigas. Propaganda da Hering na Placar de 1981

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Produtos da Estrela - Futebol de Botão

Alguns jogos que a gigante Estrela produziu no fim dos anos 60 e em toda a década de 70. O interessante é que a empresa dava nome aos seus brinquedos e jogos de botões como 'Times da Pesada', 'Bola na Rede', 'Chute em Gol', 'Pra frente Campeão', 'Ninguém segura meu time', 'Golaço', 'Bom de Bola' (esta com caixa); entre outras, todas as séries com distintivos e fotografias dos jogadores, sempre com as cartelas para serem adesivadas. A fábrica fazia peças de futebol de botão desde o fim dos anos 50, com os tradicionais 'canoinhas' e posteriormente vieram os 'panelinhas'. No final de 1979/começo de 1980, a fábrica encerrou a linha de produção de jogos de botão. Já a mesa Estrelão terminou por volta de 1985. Foi exatamente o que aconteceu com a Brianezi que encerrou a produção em dez/2001, minha marca preferida e amada por quase todos os botonistas. Ou seja, os clubes não admitiam que os botões fossem fabricados, exigindo assim o pagamento de royalties pelo uso de seus distintivos. Bola fora dos clubes! Quem perdeu fomos nós, amantes do futebol e do futebol de botão!
1969/70


Azes da Pelota: 1958 com a primeira caixinha de times produzidos


Catálogos de 1965 a 1968

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Pelebol da Estrela - Os incríveis anos 70

Na segunda metade dos anos 40, o mundo ainda engatinhava nas primeiras televisões, quando o Subbuteo foi lançado pelo inglês Peter Adolph. Em 1958 o Brasil é campeão do mundo com seu espetacular futebol. A primeira de uma trilogia, conhecida como a 'trilogia de Pelé'. Enquanto isso, o futebol continuava dentro da casa de cada europeu, e lá, dentro dos lares, salas e garagens, pessoas comuns comandavam times inteiros rumo a conquistas inesquecíveis. Mais uma vez foi o Rei Pelé que nos trouxe a alegria do futebol, para nossas casas, através do lendário Pelebol, lançado pela fábrica Estrela ainda nos anos 70. Era um jogo de mesa fascinante. Uma versão do original Subbuteo, muito praticado na Itália, Portugal, Inglaterra etc. Os jogadores tinham uma base que lembrava os bonequinhos de joão-bobo. As competições reais aconteciam no mundo, mas o jogo da gigantesca Estrela saiu de linha há muitos anos no Brasil, embora ainda fabricado na Europa com todo o esplendor, através do Subbuteo.
Regras

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Botões Sonaplast

No início dos anos 80 mais uma marca era lançada no mercado: a Sonaplast Indústria de Produtos Plásticos Ltda. Com fábrica em Diadema-SP, muitos brinquedos, jogos e veículos para crianças. O interessante é que até hoje não descobri se meu antigo Juventus da Mooca era desta marca. As características dos botões: acrílico transparente bem maleável (3,5cm) e alguns vinham com cores. O símbolo era original de fábrica. O suposto meu 'Moleque Travesso' era grená e deslizava muito bem, tanto que faturou um campeonato nacional nos anos 80. Os botões são uma extensão dos gullivers e Canindé. O que restou do meu Juve da Mooca, desta suposta marca, são oito botões, ver foto abaixo, reparem que são diferentes de outras marcas tradicionais quando entram na mesa, correm de forma fantástica e têm o seu aspecto próprio.
A arte do Bangu de 1967 foi adesivada em 2010 pelo Alessandro do Tribuna do Botão. Infelizmente o escudo original (do Juve da Mooca) dos botões foi retirado quando era criança. Coisas que fazíamos quando éramos pequenos, mudança de times, inserir novos adesivos da Placar etc. Era uma verdadeira alquimia a transformação de times.
A caixa dos anos 80 e a Espanha.
Imagem do blog Futebol de Botão Antigo

domingo, 4 de outubro de 2015

Brinquedos Trol - Futebol de Botão

A 'Indústria de Brinquedos Trol' foi uma importante fábrica de brinquedos do Brasil, responsável pela criação de vários itens, como a boneca Pierina, lançada no início dos anos 60 e pela introdução no país de brinquedos como o Playmobil, desenvolvido na Alemanha por Hans Beck, em 1974. Outro exemplo de brinquedo inovador foi o TCR, que, aliás, possuía quando era criança. Oh, tempos bons, saudades...A empresa chegou a fabricar também caixas plásticas para rádios de pilha sob encomenda da Philips do Brasil. Dilson Funaro, Ministro da Economia do governo Sarney, nos anos 80, era seu proprietário. No início dos anos 90, logo após o falecimento de Funaro, a Trol encerrou suas atividades. O interessante é que a fábrica produziu alguns times de botão, como este Fluminense abaixo, da coleção de Jorge Farah.
Todos estes itens e acessórios do Playmobil, fabricados pela Trol, estavam presentes nos meus brinquedos do final dos anos 70/início dos 80. Uma época, sem dúvida nenhuma, de puro romantismo e alegria. Não existia celular, computador, compras virtuais, tudo era feito de maneira fácil e rápida, com educação de lojistas, fabricantes e, acima de tudo, tínhamos o essencial, a honestidade. As lojas de brinquedos nos grandes magazines como Jumbo, Mappin, Eldorado, viviam lotadas de crianças sedentas e pais, na busca incansável de novos brinquedos. O momento em que vivi foi mágico, só mesmo quem presenciou este período sabe do que estou falando.

Fluminense, da coleção de Farah
E os últimos Playmobil, da TROL, que me sobraram, ainda presentes...

sábado, 3 de outubro de 2015

Lorival de Lima e seus botões: o primeiro criador da equipe em acrílico

Botões para Sempre traz a história do saudoso 'mestre' Lorival de Lima, um dos personagens mais conhecidos no universo do botonismo. Lima detém a patente do botão acrílico e também do modelo argola. Ele contava que fez o primeiro time em 1969, quando era ferramenteiro, para o filho de seu patrão. O garoto e o pai gostaram e o artista resolveu entrar no ramo.
O lendário ‘Gepeto do Botão’, Lorival de Lima, começou a fabricar botões há mais de 40 anos. Seus produtos já foram parar no exterior, entre os países, podemos citar a Argentina, Itália e Hungria. E ele chegou a intermediar negociações entre clubes e jogadores, de futebol de mesa, claro.
A história começa em 1950, quando, aos 11 anos, Lorival sai de São Bento do Sul (SC) e chega a São Paulo, determinado a tornar-se jogador de futebol (de campo). Por dez anos, mostrou talento no Santos (do Cambuci), Flamengo (da Vila Maria), Botafogo (de Vila Carrão) e até no River Plate (do Brás), passando pelo Vila Teodoro, pelo Parque da Mooca e pelo Sampaio Correia, “o time mais briguento que tinha”, e o Rosa Negra, da favela da Vergueiro, na Vila Mariana. Em 1968, o ferramenteiro Lorival trabalhava na 'Metalúrgica Rota', no bairro operário do Belenzinho, região central de São Paulo – foi o seu local de trabalho durante 30 anos, até 1990. Um dia, ele viu o filho do dono brincando com “aqueles botõezinhos da Estrela” e teve uma ideia. “Arrume plástico ou acrílico, que eu faço um time de botão para você”, disse ao garoto, que estudava no Colégio São Judas. O time chegou até lá – e o dono da escola encomendou 100 times a Lorival, para dar de presente. “Comprei o torninho e comecei a fazer em casa.” E não parou mais. Lorival conta que, no início, a Estrela quis comprar a patente, mas ele não aceitou. “Queria fazer artesanal.” Apesar de fazer tanto time durante tanto tempo, ele não joga. O seu negócio sempre foi o futebol de campo. Chegou a passar em peneira no Corinthians, time de coração, mas desistiu. Mas os anos de janela lhe deram um aguçado olhar de técnico. O que diferencia um bom jogador dos demais é a força com que se bate na bolinha, o comprimento dos dedos, o grau de inclinação dos botões e o autocontrole.
A peregrinação em busca de seus botões levou Lorival, inclusive, a mudar de cidade. Há mais de dez anos, ele morou em Socorro, município do interior paulista com 35 mil habitantes, a 130 quilômetros da capital. Um de seus clientes, o dono de uma sorveteria centenária, era presença constante na sua oficina do Belenzinho, montada na mesma rua onde ficava a Metalúrgica Rota. De tanto ouvir falar na cidade, um belo dia Lorival resolveu conhecer Socorro. Dez dias depois, estava organizando a mudança. (A propósito, o dono da sorveteria, o Ademar, tem mais de 400 times.) 
ILUSTRE CLIENTELA 
À margem das confusões nos bastidores, todos os botonistas preocupam-se sempre em entrar em campo com verdadeiros craques. Por isso, os profissionais especializados na confecção de verdadeiras obras artesanais são extremamente valorizados. É o caso de Lorival de Lima. Ele recebe pedidos de 22 Estados e tem ilustres clientes, celebridades como o deputado federal eleito Delfim Netto, o ex-ministro do Trabalho Murillo Macedo e a roqueira Rita Lee. O grande segredo para o sucesso de seus botões é a personalização de cada um deles. “Calculo o peso da mão do jogador e o ângulo em que ele move o botão com a palheta”, ensina Lorival. Um time, com dez jogadores, um goleiro e dois reservas, custa entre 200 e 450 cruzados. Criador do primeiro botão em acrílico feito no Brasil – material que utiliza até hoje - , Lorival, 44 anos, já recebeu inúmeros convites para industrializar seus pequeninos craques. Mas não aceitou compartilhar sua refinada técnica com barulhentas máquinas. A fila de espera é de um mês.
Lima concedeu entrevista para a Placar, em 1987
Com o amigo Armandinho do Recife-PE
Este Guarani, feito por Lorival, foi confeccionado para o colecionador Jorge Farah